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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Homem desaparecido na mata há 37 dias, reaparece próximo ao Sucundurí.


Apuí (AM) - O homem que estava perdido na selva e que já era tido como morto consegue votar para casa. As circunstância do acontecimento, a preocupação das autoridades com o caso, a capacidade de sobrevivência do ser humano e a riqueza de alimentos existentes na Floresta Amazônica chamam a nossa atenção de uma forma incomum.


Foram 37 dias pedidos na selva depois que a canoa naufragou em uma correnteza. Sem calçado, sem ferramentas e sem comida, a dupla caminhou durante nove dias. Por causa dos espinhos no pé, Roque Veiga não conseguiu mais caminhar e o colega saiu com a missão de encontrar o caminho e voltar para prestar socorro. Três dias parado foram suficiente para que ele recuperasse e continuasse a viagem sozinho.

Se alimentava de tucumã, buriti, castanha de sapucaia e uxi. Desde que começou a caminhar, ele tinha certeza que não seria mais encontrado. Mas segundo ele, em nenhum momento entrou em desespero. Sempre caminhava orientado pelo sol. "De manhã eu caminhava com o sol aqui, a tarde aqui." Conta, apontando para os lados esquerdo e direito dos ombros.

Ele conta que no Trigésimo sexto dia de caminhada chegou em uma pastagem, de onde conseguia ouvir o barulho dos carros, mas não conseguia caminhar até lá. "Eu tava muito fraco, tava quase desmaiando de cansaço," Afirma. Então ele forrou umas palhas no chão e dormiu. No dia seguinte consegui caminhas os 800 metros que faltavam para chegar até à estrada e foi socorrido.

A separação

Roque confirma a versão a do colega de que os dois haviam combinado que ele ficaria esperando socorro. "Ele veio, disse que ia levar uma comida pra mim. Eu não tava agüentando andar, e gente pra ir lá me pegar na rede. Mas eu tava distante, pensei que ele não ia me achar nunca. Aí eu tentei sair varando."

As buscas

Antônio Pimentel (Parazinho) conseguiu sair da mata depois de 19 dias caminhando sozinho e foi com uma equipe até o local para tentar resgatar o amigo, mas sem sucesso encerrou as buscas depois de 8 (oito) dias na mata.

A comunidade tentou ajuda do Exército Brasileiro, mas o socorro não veio. Roquinho não ficou magoado com o encerramento das buscas. Ele acredita que jamais seria encontrado, devido a grande extensão da floresta.

O ouro

Durante a peregrinação na selva, apesar da fome e do cansaço, ele diz que encontrou várias grotas onde supostamente encontraria ouro. Mas ele não parece muito empolgado em retornar a esses lugares. Nem mesmo o ouro que eles procuravam antes da canoa afundar desperta tanta ambição. "Só volto lá com duas canoas e dois motores."

Fonte: portalapui

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